terça-feira, 7 de junho de 2016

Crítica: Warcraft- O primeiro encontro de dois mundos


Olá leitores! Gostaria de me apresentar, podem me chamar de Guto e primeiramente gostaria de agradecer ao pessoal do Cinema por Nerds, em especial ao Lauro, pelo espaço. Bom, como devem saber o longa "Warcraft: O primeiro encontro de dois mundos" era muito esperados pelos fãs do universo de games da Blizzard, nos quais me incluo, mesmo não sendo um especialista. Mesmo sendo leigo na parte técnica da sétima arte, acho importante ressaltar impressões deixadas pelo filme, para de certa forma representar o público de fãs que foi aos cinemas.



Ao olhar para a tela, especialmente nas cenas iniciais, vemos uma fotografia muito boa, que conseguiu transportar o universo dos jogos para um patamar realista de forma interessante, me causando um pouco de estranhamento no começo, devido ao contraste do estilo cartunesco dos jogos em comparação à película, mas que ao longo do filme aceitei muito bem.
Outro ponto positivo são os efeitos, que conseguiram transportar criaturas, armas, magias dos jogos de forma muito bem feita também, com exceção de algumas cenas, que não chegaram a atrapalhar a experiência a nível tão relevante. Também importantes mencionar são as referências e easter eggs do universo de Wacraft que foram inseridas no filme, desde uma arma famosa na série, até um grito de murloc, que arrancaram uma risada de todos na sala. Percebemos que a ambientação é muito característica também, fazendo o espectador pensar consigo mesmo "realmente, isso é um acampamento orc", ou ainda pensar em como certos momentos do filme aconteceriam se fossem ocorridos no jogo. Para finalizar os pontos positivos, temos a trilha sonora, que foi bastante interessante e tem uma imersão grande para o contexto do filme.







Porém, como nem tudo são flores, o filme apresenta muitos problemas, o que diminuiu muito a pontuação. Vamos começar pelo casting, que, no geral, não me gerou muito desconforto, exceto por dois personagens. Medivh, o guardião, interpretado por Ben Foster, na verdade teve um desempenho satisfatório, mas meu cérebro insistia em me dizer que com o figurino o mago parecia muito com o DJ David Guetta. O outro ator é Dominic Cooper, que tem o papel de Rei Llane Wrynn. Cercado de armaduras com ombreiras enormes e orcs ainda maiores, o rei não passa um ar de grandeza, em muitas cenas passando a ideia de ser mais um cidadão qualquer na sala, não impondo muito respeito. Porém o maior problema do longa, ao meu ver, está em como a história é contada e no roteiro em si, é notável uma diferença de rítmo do filme do começo para o final. Logo no princípio do filme, temos cenas muito elaboradas, explicações e coreografias de lutas elaboradas, enquanto perto do final tudo parece corrido demais, com personagens mudando de lado sem receio algum, lutas contra "bosses" que duram 20 segundos, enfim, me passou a impressão de que as cenas foram gravadas em ordem cronológica e conforme o prazo ficava menor era preciso apressar tudo, com personagens que tinham potencial ficando em cena por pouquíssimo tempo, ainda mais quando pensando na história das sequências.







Em suma, o filme é bastante divertido e traz um sentimento diferente para os fãs ao poder ver uma das séries de jogos mais clássica da história representada nas telonas, mas pode ser aproveitado também por leigos, sendo de fácil entendimento.
Nota: 7 de 10 Orcs mortos!