terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Top 10: Melhores Filmes de 2013

O ano está acabando e eu resolvi fazer minha lista dos 10 melhores filmes lançados no Brasil em 2013. Tem muitos filmes aqui que estrearam em 2012 nos Eua, porém o critério aqui era o Brasil. Por isso, agreguei algumas coisas a mais. Tomara que vocês gostem da lista, quem quiser reclamar é só comentar. Feliz 2014 pra vocês!

1o: The World's End

Edgar Wright é um dos mais talentosos diretores que surgiram nos últimos 10 anos. Seu trabalho na série Spaced é memorável, seus videoclipes são sempre criativos, e o seu primeiro trabalho no cinema (Shaun of The Dead) era simplesmente hilário. Misturando zumbis, britânicos, sangue, amizade, amor Shaun of The Dead teve um sucesso estrondoso. Um pouco depois, Edgar Wright e Simon Pegg (co roteirista e protagonista do filme) anunciaram que o longa era o 1o de uma trilogia. A sensacional Cornetto Trilogy! Que teve seu segundo capítulo com Hot Fuzz, em 2007 (que brincava com os filmes de ação, e era tão bom quanto Shaun of the Dead). E enfim, em 2013 surgiu The World's End. O capítulo da trilogia que mais fala sobre amizade e amadurecimento, e provavelmente o mais reflexivo. Misturando bons atores britânicos, sangue, tinta, amizade, cerveja, pubs, aliens, The World's End é um filme espetacular. A grande pergunta dos fãs, qual seria o grande mérito da trilogia? O humor, as cenas de ação, as referências, os monstros? Nada disso, apenas um claro respeito e, autodeclarado, amor por cinema (e pelos gêneros de horror, ação e ficção científica).



2o: Círculo de Fogo (Pacific Rim)

Guillermo Del Toro é um dos cineastas mais legais da história do cinema. Todos os filmes do mexicano são muito bacanas, respeitosos ao material de origem (muitas vezes são baseados em quadrinhos, ou em lendas populares), e possuem a marca de autor que só um diretor de verdade conseguiria imprimir (o que é um desafio a mais quando o diretor não escreveu o roteiro, característica de Del Toro e de outro cineasta: Alfred Hitchcock). Pacific Rim é uma grande homenagem ao gênero de monstros gigantes, utilizando referências de mangás e filmes dos anos 50. Para os que não levam o filme a sério, apenas um lembrete: Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida é um filme de homenagem também (no caso, aos filmes de aventura que Spielberg e George Lucas assistiam quando crianças). Por isso, considerem Pacific Rim. Na minha opinião, o filme mais "legal" do ano.





3o: Django Livre

Não adianta brigar: Assistir a um filme de Quentin Tarantino no cinema é uma grande experiência. É impossível dizer o que é melhor nos seus filmes: os diálogos bem escritos, as atuações inspiradas, a fotografia fantástica, a direção do texano, as referências a outros filmes famosos do gênero. Django Livre é um faroeste, gênero com o qual o diretor tem flertado faz tempo (até mesmo Cães de Aluguel tem uma cena inspirada num western). Assim, é possível perceber a paixão com que Tarantino dirigiu o filme. Fazendo homenagens a Sergio Leone (os ângulos de câmera, os zooms) e a Sam Peckinpah (compare a cena do massacre na mansão Candie, com a cena clímax de Meu Ódio Será a Sua Herança), Tarantino faz um de seus filmes mais prazerosos.


4o: O Mestre

Paul Thomas Anderson é sem dúvida alguma o melhor diretor desta lista, e por mais que esteja em terceiro lugar O Mestre é mais um excelente filme da carreira do diretor. Claro, não tem a fluidez de Boogie Nights ou a excelência de Sangue Negro. Porém, O Mestre acerta justamente por tentar emular ao espectador a sensação  que o personagem de Joaquin Phoenix tem o filme todo: Desconforto. Com uma fotografia fantástica de Mihai Malaimare Jr, atuações excelentes do elenco todo (é impossível saber quem atua melhor: Joaquin Phoenix, Phillip Seymour Hoffman ou Amy Adams. Todos fazem sair faíscas da tela) e a direção sempre inspirada de Paul Thomas Anderson, O Mestre é a comprovação de que Paul Thomas Anderson veio para ficar.



5o: Homem de Aço

A primeira escolha polêmica da lista, afinal Homem de Aço dividiu a opinião dos espectadores. Muitos amam, muitos odeiam. Eu pertenço ao 1o grupo, defendo o filme pois foi a 1a vez que o Superman foi transposto para o cinema de forma respeitosa a essência do personagem: um deus entre os humanos. A escolha do protagonista foi correta (Henry Cavill é um bom ator e convence como o maior dos super heróis), os efeitos especiais estão excelentes (fica-se a impressão de que é o filme mais caro da história), Zack Snyder demonstra amadurecimento na direção (percebe-se que ele tentou imprimir estilos de outros diretores no filme: Terrence Malick nas cenas de infância, J.J Abramms nas cenas espaciais). Claro, não é um filme perfeito. Há problemas com a personagem de Lois Lane (a insistência de por a personagem em todas as cenas da manobra final é irritante), porém não tira o brilho de Homem de Aço, o melhor filme de super-heróis dos últimos anos.



6o: Gravidade

Gravidade tem uma história de bastidores interessante, numa das junkets do filme um dos repórteres perguntou quão difícil foi filmar no espaço. Isso parece resumir tudo que o filme alcançou, a mais realista criação do espaço na história do cinema. Tudo com efeitos especiais muito bem feitos (a beleza destes, é justamente não parecer que tem algum efeito, tudo parece documental), direção de Alfonso Cuáron impecável (o que dizer da cena inicial que tem 20 minutos sem cortes?), e uma atuação competente de Sandra Bullock.



7o: O Som ao Redor

O que dizer sobre um trabalho audiovisual que se propõe a retratar a opressão cotidiana, que a classe média impõe sobre os pobres? Duas coisas permanecem na cabeça após assistir-se O Som ao Redor. Primeiro: O jeito com o qual a burguesia é ignorante com os demais, chega a ser ensurdecedor. Segundo: Chega a ser prazeroso ver um trabalho tão magnífico em tela, e se dar conta que foi feito no seu país de origem. Claro, pode decepcionar os impacientes mas para os fãs de cinema, um achado.





8o: Killer Joe

William Friedkin tem um currículo invejável: dirigiu Operação França, Viver e Morrer em Los Angeles e é claro, O Exorcista. O diretor do filme considerado mais assustador da história do cinema, não poderia deixar de impactar com seu novo filme. Por isso, nada mais justo que Killer Joe seja um filme absolutamente sujo, agoniante, violento e duro. Isso não diminui a excelência do longa, um dos filmes mais originais dos últimos 10 anos. Não recomendado para os fracos de coração!



9o: Spring Breakers

Harmony Korine mais uma vez cria um assustador retrato da nova geração (seu Kids, já havia deixado todos boquiabertos), com um elenco bastante curioso. Ex artistas da Disney, meninas problema, James Franco se juntam para mostrar que é tudo como um ciclo: e está bem longe de acabar. Com um final pessimista, uma direção quase documental, um elenco competente e uma mensagem assustadora, Spring Breakers é o filme mais original do ano.


10o: Invocação do Mal

Raramente surgem anos tão bons em termos de filmes de terror, 2013 felizmente foi um desses. Além do excelente remake de Evil Dead, surgiu Invocação do Mal. Filme de James Wan que fez muitos adolescentes e adultos dormirem de luz acesa, que conta a história real do caso da família Perron. Que foi atormentada no anos 70 por fantasmas/demônios e que chamaram um casal de demonólogos para ajuda-los. Apostando em tensão, ótimos sustos, imagens marcantes (maldita boneca Anabelle), um bom roteiro e um excelente elenco, Invocação do Mal é um dos melhores filmes de terror dos últimos anos.