segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Crítica: Os Mercenários 2





Não há muito o que escrever sobre "Os Mercenários 2". É um filme sem muito conteúdo discutível, o que é compensado pelo seu elenco e pela quantidade de balas voando, coisas explodindo e lutas corpo-a-corpo brutais.

O longa escrito por Stallone e por Richard Wenk (do péssimo Assassino a Preço Fixo, onde ele dizia que epinefrina é toxico se combinado com adrenalina), assim como o antecessor, segue o grupo de Mercenários que já haviam sido devidamente apresentados no primeiro filme, mas com a adição de Billy the Kid (Liam Hemsworth). Mas se Os Mercenários decepcionava por não ter as grandes sequências de ação que todos esperavam, aqui o roteiro já introduz o filme em uma missão do grupo no Nepal, e não demora até começarem com muitos tiros, explosões, lutas, sangue voando, cabeças estourando e muitas frases de efeito. Digo, MUITAS frases de efeito. Tem frases de efeito até pintadas no veículo que eles usam.


Logo depois, já recebem a missão de pegar um dispositivo misterioso dentro de um cofre de um avião caído com a ajuda da chinesa Maggie (Nan Yu). E é então que eles encontram o vilão do filme cujo nome é.....Vilain (Van Damme), que rouba o dispositivo e mata um dos integrantes do grupo. Assim, eles juram vingança e vão atrás do vilão com o objetivo de "Procurá-lo, encontrá-lo e matá-lo".



Não é um filme cheio de grandes surpresas. Não será preciso muito tempo de projeção para que você identifique qual é o membro do grupo que vai morrer, este começa a fazer planos de se aposentar e ir viver o amor de sua vida, em uma tentativa patética do roteiro de sensibilizar o espectador que apenas entrega o que vai acontecer a seguir.

Mas, apesar disso, o roteiro, de modo geral, cumpre exatamente àquilo que se propõe. Divertindo por fazer piadas relacionadas à idade dos atores e às outras características deles, como Chuck Norris entrando em cena contando uma 'piada' de Chuck Norris - e a cena que zoa Dolph Lundgren e sua graduação em Engenharia Química é particularmente divertida. E poder trazer de volta Willis e Schwarzenegger dizendo seus antigos bordões em cena de novo é ótimo.

E, realmente, as cenas que mais empolgam são aquelas que, finalmente, trazem Stallone, Willis e Schwarzenegger juntos. Se a união deles no primeiro filme foi decepcionante, aqui eles aparecem atirando, dirigindo e soltando frases de efeito juntos, o que é realmente uma visão espetacular para aqueles que cresceram nos anos 80, assistindo O Exterminador do Futuro, Rambo e Duro de Matar (o que não foi o meu caso, já que nasci nos anos 90, mas meu pai ficou sem fôlego).



E, felizmente, todo o resto do elenco tem sua chance de brilhar em cena. Jason Statham já recebia maior destaque desde o longa de 2010, mas dessa vez Terry Crews e Randy Couture tiveram maior participação, com cenas reservadas pra cada um deles. Dolph Lundgren também aqui compõe um Gunner muito melhor do que o do primeiro filme - que passou como um péssimo personagem que fica mau e depois fica bonzinho de novo. A decepção é Jet Li, que empolga lutando no começo do filme e depois desaparece e não volta mais.

Tudo isso é favorecido pela direção contida de Simon West (apesar de continuar sendo um péssimo diretor), que se mostra melhor que Stallone por permitir que enxerguemos a ação, sem abusar da câmera espasmódica e dos cortes rápidos.

Os Mercenários 2 é um filme completamente sem alma, sem cérebro e sem coração, mas que cumpre muitíssimo bem aquilo que promete. É um bom passatempo e uma ótima homenagem aos filmes de ação oitentistas, ou seja, tudo aquilo que o primeiro não foi.

Nota: 6/10.