segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Briefing - Saga Crepúsculo

Olá, eu sou o Doki e escreverei a crítica do quarto e penúltimo filme da saga Crepúsculo, e antes de postar minha crítica (farei-o amanhã) queria antes apresentar aos frequentadores do blog a minha opinião sobre a saga em sí, e não poderia incluir isso na crítica de amanhã, porque provavelmente ela ficaria excessivamente longa e não atrairia muita atenção.

Bella é uma adolescente que personifica todas as inseguranças da adolescente normal, e a série já é introduzida com uma temática sexual muito grande. Vampiros são, por natureza, criaturas ligadas a essa temática - basta ver a capacidade de sedução do vampiro Jerry em A Hora do Espanto ou ler qualquer texto clássico de vampiros pra falar a verdade. É a adolescente deslocada, invisível que finalmente conhece seu par e anseia em ser penetrada por ele de modo a poder passar o resto da vida com ele - o que é um pensamento comum entre as garotas dessa idade.

Obviamente, quando me refiro à penetração, quero dizer a dos dentes de Edward no pescoço da Bella, para que ela possa ficar imortal como ele e então realizar o sonho de passar a eternidade ao lado de seu vampirinho brilhante.

A obra - tanto o livro quanto o filme - é carregada de símbolos que representam a sexualidade, como cachoeiras (que, segundo Freud, representam o despertar sexual) e até símbolos óbvios e risíveis como as grandes toras das árvores que rodeiam a cidadezinha de Forks.

Eu gosto de ler, porém minha paixão verdadeira é o cinema. Como cinéfilo, falarei aqui dos filmes. O primeiro já começou como uma introdução pedestre e deficiente em DIVERSOS sentidos, começando pela escolha da diretora Catherine Hardwicke, que até então havia dirigido o bom Aos Treze, mas que se revelou uma diretora horrível ao tomar o controle do primeiro filme dessa saga e, depois, da atrocidade que é A Garota da Capa Vermelha. Errando até em estabelecer uma narrativa decente e mais ainda em planos feios, que ganham mais feiura graças aos péssimos efeitos especiais e à péssima maquiagem que toma o filme.

O segundo filme, Lua Nova, já melhorou nos aspectos narrativos. Mesmo com um passo lento, o filme conseguiu ser regular e ser menos massante, mesmo com Chris Weitz na direção (responsável pelo horrível A Bússola de Ouro), deu pra ver que o diretor tinha um pouco de visão. Uma pena que tenha o enredo mais patético da série e desenvolva a personagem principal em um caminho que a torna mais odiosa do que ela parecia no primeiro filme. Os efeitos especiais melhoraram, mas a maquiagem continuou horrível. Na cena em que Edward tira a camisa para expor-se ao mundo, podemos ver que a maquiagem branca (que confere palidez ao ator para que ele possa se passar por vampiro) vai só até o pescoço, dando a impressão de que simplesmente esqueceram de maquiar o resto do maluco.
Fora que esse filme é o que tem maior teor do maldito fanservice. Afinal, as únicas cenas em que Jacob aparece com camisa é: No cinema e enquanto dorme (?), já que o resto do filme ele passa exibindo seu six-pack maroto para que as menininhas gritem. E funciona, infelizmente.

O terceiro filme da série já melhora nos efeitos, na maquiagem mas o diretor David Slade (do ótimo Menina Má.com e do bom 30 Dias de Noite) peca justamente em errar o foco da narrativa, criando diversos núcleos alternativos que, mesmo desenvolvendo os personagens secundários, soa desnecessário, já que logo depois nas partes mais importantes, esses são esquecidos (e em Amanhecer, inclusive, eles mal aparecem em cena).
Mas há aqui uma melhora na ação, inclusive. Uma pena que a melhor cena de ação do filme dure 5 minutos enquanto o resto do filme é extremamente massante.

É também justo reclamar das atuações. Robert Pattinson É um péssimo ator. Não apenas em Crepúsculo, mas até como Cedrico no Harry Potter e o Cálice de Fogo, que soa um personagem sem personalidade, e nos posteriores Lembranças e Água para Elefantes, que mostram que ele não tem capacidade pra carregar histórias dramáticas.
Kristen Stewart aparece em todos os filmes da série com uma inexpressividade irritante. E não é porque ela é uma má atriz. Isso ela não é. Na verdade ela é tão boa que conseguiu pegar a essência da personagem certinho.
Assistam outros filmes com ela - com destaque para The Runaways - no qual ela faz uma fabulosa Joan Jett (e estão ouvindo isso de um fã).

Resumindo, a saga Crepúsculo não merece a atenção. Se ela é famosa, é pra mostrar a imbecilidade da minha geração, porque é uma história imbecil com personagens imbecis em maioria. E ainda nem cito o estupro às histórias clássicas de vampiros e lobisomens porque sempre fui bem tolerante em relação a reinvenções. Mas sério. Crepusculetes, vão criar um pouco de vergonha na cara e senso crítico. Por favor.

Ou não...ou isso é um plano. E está funcionando.